Comissão do Senado aprova relatório para construção de Linhão de Tucuruí

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A Comissão de Infraestrutura aprovou um projeto que torna "de relevante interesse público da União" a passagem de linhas de transmissão de energia por terras indígenas. O estado de Roraima poderá ser beneficiado com a aprovação do projeto.


O autor do projeto, senador Chico Rodrigues, do Democratas de Roraima, afirma que a proposta é estratégica para o país.


"E agora nós vemos quase na iminência de ser construída essa linha que nós chamamos o linhão de Tucuruí que vai num trecho de setecentos e quinze quilômetros levar energia de Manaus até o nosso estado. Entendendo-se inclusive que o estado de Roraima, pela posição geopolítica, estratégica, que é fundamental estar ali interligado o Sistema Nacional de Energia".


O projeto foi relatado pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) que teve seu relatório, favorável ao projeto, aprovado por unanimidade pelos membros da Comissão


“Eu morei em Roraima por 14 anos e, desde que cheguei ao Estado, em 1980, essa questão já era discutida. Os constantes cortes de energia elétrica sempre foram um grande impedimento para o desenvolvimento e crescimento econômico do Estado”, disse. 


Vanderlan salientou, ainda, que a obra de infraestrutura é considerada imprescindível para os 500 mil habitantes do Estado, que passarão a dispor de uma energia muito mais barata e menos poluente, e com fornecimento estável. 


“O chamado Linhão de Tucuruí, cuja extensão é de 715 km e deve levar energia de Manaus até Boa Vista, cruzará cerca de 122 km da Terra Indígena e erguerá 250 torres de transmissão. Essa linha de transmissão é importante para o Brasil e estratégica para Roraima, que hoje depende de um fornecimento incerto de energia vinda da Venezuela e de cinco termelétricas a um custo de cerca de R$2 bilhões pagos por todos os brasileiros”, explicou Vanderlan. 


Com aprovação da urgência da matéria pela Comissão, o PL 275/2019 será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e segue para o Plenário. 


*Com informações da Agência Senado

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creditos: elaine gaspareto